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Luiz Llantada

A mensagem

02 Março 2018 08:00:00

Crônica por Luiz Llantada

Dentre todas as personagens da história, a que mais se destaca é Jesus Cristo. Ele teve uma vida simples e curta. Sobre ele muito pouco, quase nada, se sabe, a não ser de alguns dias que antecederam a sua morte. Ainda assim tornou-se famoso, respeitado e idolatrado porque teria pregado uma mensagem simples, qual seja a de que todos somos irmãos, pecadores e filhos de um único Deus.

                   Ele teria dito: "Meu Pai é como o Sol; ilumina e aquece a todos. Os bons e os maus, os justos e os pecadores". Não precisava dizer mais nada. Antes de Cristo os povos veneravam cada um o seu deus, representados das mais variadas formas. Poderia ser um astro, um animal ou uma pedra. Foram os hebreus os primeiros que inventaram um deus universal e abstrato, chamado Jeová, que teria trazido normas de conduta (dez mandamentos) para o seu povo. Além de eleger os hebreus como seu povo, Jeová disse que os levaria à "terra prometida", onde corria leite e mel pelas ruas e os ajudaria a exterminar os povos dessas terras (palestinos).

                    A ideia de Jeová ser um deus só dos judeus não poderia dar certo, como não deu, pois ela não se coaduna com os sentimentos de amor, bondade e justiça que a mente humana espera de um Deus justo. Aí deu merda. Quando Cristo chegou e disse que o seu pai era deus de todos os povos, bateu de frente com os interesses dos hebreus, que tinham força política na região, em que pese esta se encontrar dominada pelos romanos. Daí resolveram crucificar Jesus. Mas o que não esperavam é que a mensagem dele, o "cristianismo" já se propagara.

  O que veio depois da sua morte todos sabemos. Em seu nome tentou-se fazer com que a humanidade se tornasse mais fraterna. Os romanos, depois de perseguir, torturar e matar cristãos adotaram como religião a sua doutrina. Como não poderia deixar de ser houve deturpações da mensagem de Jesus, voltadas a defender interesses de grupos específicos, como a Igreja Católica e as inúmeras evangélicas que existem por aí. É estarrecedor saber-se quê, em nome de Cristo, cometeu-se tantas atrocidades como, por exemplo, as Cruzadas.

  Muitos utilizam o nome de Jesus para fazer sensacionalismo e ganhar dinheiro. Escritores trazem à baila detalhes sobre a vida dele fruto apenas de suas mentes doentias. Quem pesquisar historiadores sérios como, por exemplo, H. G. Wells, verá todos dizerem que muito pouco, quase nada, se sabe sobre a infância e a vida de Cristo, salvo o que consta dos evangelhos de João, Marcos, Lucas e Mateus. Livros, filmes e discursos inflamados que se vê por aí, são obras de ficção. Não têm credibilidade. É só pra ganhar dinheiro. Sugerir que Jesus foi casado, tinha amante ou era homossexual, sem comprovação nenhuma, é uma extrema maldade. Ler ou assistir essas heresias vale como distração ou como curiosidade, pois é só para isso que servem. Para mim, Cristo foi apenas um grande filósofo. O essencial, o que fica, é a sua mensagem de amor, fraternidade e de perdão.


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