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Luiz Llantada

Crônica Poesias, poesias

16 Março 2018 08:00:00

Poesias, poesias

  No dia 14 de março de 1847 nasceu Castro Alves, um dos maiores poetas brasileiros, senão o maior. Esta data já foi considerada o "Dia Nacional da Poesia". Todavia, uma lei recente estabeleceu como tal o dia 31 de outubro, em homenagem a outro grande poeta, Carlos Drummond de Andrade. Mas pra que mudar né? Já o "Dia Internacional" da Poesia é 21 de março, porque a ONU assim decretou. Como estamos entre os dias 14 e 21, resolvi abordar este tema. E também porque me fascina.

Tem gente que acha poesia uma bobagem. Uma perda de tempo. Frescura. Viadagem. O que fazer? Cada um cada um. Viva as diferenças! Há os que nunca tiveram oportunidade de conhecê-la ou estudá-la, daí se justifica não gostar. São os nossos irmãos que tiveram infância e adolescência muito difícil. Às vezes sofridas. Foram obrigados a trabalhar desde cedo para sobreviver ou ajudar seus pais. Outros que, ainda que tivessem conhecido algumas poesias, tiveram um contato muito superficial. Provaram e não gostaram. Acharam melhor aplicar suas energias física e mental em coisas materiais, práticas, para progredir na vida... Ganhar dinheiro.

Para quem não gosta de poesia, gente como eu que não só aprecia como também se sensibiliza, se emociona e se comove, a ponto de rir ou de chorar lendo ou ouvindo um texto, não passa de um babaca ou maluco, no que não lhes tiro a razão. Eles entendem que é um desperdício o cara perder tempo com sentimentalismo. Mas será que não é exatamente isso que está faltando para a humanidade?

Vejo a realidade da vida muito dura, difícil de aceitar usando somente a razão. Viver a vida inteira só estudando, trabalhando e adquirindo bens, para morrer ali adiante... Eu acho isso uma merda. Essas coisas são necessárias para ter-se uma boa qualidade de vida e até algum prazer. Pra mim é preciso sonhar! Sem sentimentos, sem emoções, não tem graça viver. Sem a imaginação e a fantasia, penso eu, viveríamos iguais aos animais, que comem, dormem e fazem sexo, mas não sonham acordados e não choram. Talvez não sofram... Mas também não amam.

Há também quem não goste de poesia, porque não a entende. O que é normal, pois os poetas usam muito a linguagem no sentido figurado. Poético. Quando comecei a ler poemas, achei tudo muito estranho. Algumas palavras eu não entendia, mas elas mexiam comigo. Aí então eu recorria ao dicionário, ao nosso velho "amansa burro". O que faço muito até hoje. Sem ele, eu não entenderia o Mundo.

A poesia é parecida com o vinho. Quando a gente é criança prova e não gosta. Acha amargo. Com o decorrer do tempo vai se acostumando. Conhecendo melhor a gente passa a gostar. E, se misturá-los com música, melhor ainda. Eu fico mais louco do que já sou. A poesia nos deixa mais humanos, tolerantes e fraternos. Poetas não agridem, não ofendem e não magoam. Se quiseres deliciar-te, emocionar-te ou delirar no mundo mágico da imaginação - Leias mais romances e algumas poesias; estudes um pouco mais de português e história. Ah! E jamais sintas vergonha de falar sozinho... Ou de rir ou de chorar por nada. Ou por tudo.


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