Luiz Llantada

Cuidado ao julgar alguém

16 Fevereiro 2018 10:34:00

Crônica por Luiz Llantada

Cuidado ao julgar alguém

 Uma das características que nós humanos temos é a de julgarmo-nos uns aos outros. Fazemos isto de forma consciente quando observamos e julgamos o comportamento de uma pessoa que queremos bem, da nossa família ou da nossa intimidade. Nestes casos agimos por amor. Não queremos que a pessoa amada proceda de maneira errada, que possa vir prejudicá-la.

 Em algumas relações humanas e públicas temos o dever de julgar pessoas, com o objetivo de avaliar seus conhecimentos, procedimentos e rendimentos, para casos de promoção, necessidade de treinamento ou, quem sabe, dispensá-la. Assim é nas escolas, nas empresas privadas e no serviço público. Há também os casos em que as pessoas são obrigadas a julgar por dever de ofício, como é o caso dos juízes de direito.

 Seja em que situação for, julgar é algo sempre muito difícil. Claro, desde que o julgador seja uma pessoa honesta e dotada de elevado senso de justiça. É difícil porque as pessoas são diferentes. Pensam e agem diferentes. Assim, o certo para alguns pode ser o errado para outros. Essas variações de personalidades devem ser ponderadas e aceitas como natural, desde que não ultrapassem os limites admitidos para cada caso.

 Deixando de lado essas situações que relatei, que são necessárias e até indispensáveis, voltemos agora nossos olhos para outra forma de julgar, que faz parte da criatura humana e que nos acompanha a toda hora, todos os dias. São os julgamentos que fazemos por fazer, sem a obrigação de fazê-lo, em que pese, às vezes, acontecer de algumas pessoas quererem ouvir a nossa opinião.

 É o caso de virmos saber que alguém que conhecemos pessoalmente, ou uma pessoa pública, emitiu uma opinião ou teve uma atitude que foge dos padrões comuns. Seja boa ou má. Mas algo impactante, que despertou atenção, ou espanto, dentro da sua comunidade ou perante a opinião pública. Mesmo que não tenhamos nada a ver, sempre temos uma opinião. Um julgamento. Ainda que não venhamos externá-lo. O perigo está quando o externamos.

 Para julgarmos alguém é imperioso que tenhamos conhecimento de todos os fatos que envolveram a situação suscitada. Só assim poderemos ter uma opinião honesta ou fazermos um julgamento justo. É muito perigoso e injusto julgar uma pessoa pela sua aparência, ou por "ouvir falar". Poderemos estar cometendo uma grave injustiça.

 Mais triste ainda, para não usar a palavra covarde, que é muito feia, é julgarmos alguém não pelo fato ocorrido em si, mas sim por não gostarmos daquela pessoa. Por várias razões; divergência política, religiosa, esportiva e até por razão nenhuma. Simplesmente por que a pessoa julgada não nos é simpática. E até pelo motivo imperdoável de nem sequer conhecê-la. Julgar só para se exibir. Para dizer que existe. Cuidado! A vida dá muitas voltas.


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