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Luiz Llantada

O mais sublime amor

11 Maio 2018 08:00:00

 O mais sublime amor

  A mente humana é complexa. Impossível saber-se e explicar-se o porquê de todas as infinitas variedades do pensamento do "homo sapiens". Maior dificuldade ainda é entender nossos sentimentos e por que variam tanto de pessoa para pessoa. Paixão, amor, amizade, indiferença, antipatia e ódio, são alguns dos sentimentos que as pessoas nutrem umas pelas outras. Essa atração ou rejeição que sentimos uns pelos outros é um mistério que me atormenta. Algumas religiões pregam que isso vem a ser o resultado de acertos e desacertos havidos em vidas anteriores. Sei lá!

  Mas hoje eu quero me fixar no amor. Mais especificamente no amor de mãe. Por duas razões, uma, por ser a forma de amar mais sublime que existe no Universo e, outra, como homenagem a todas as mães do Mundo, em virtude de seu dia que se comemora no próximo Domingo. A intensidade com que uma mulher se dá ao filho é inexplicável. Uma mãe é capaz de sacrificar tudo pelo bem-estar e felicidade do filho. Se preciso for, a própria vida.

             Na minha imaginação fértil eu as vejo nas madrugadas frias e chuvosas, saindo debaixo do quentinho das cobertas, para fazer uma mamadeira, um chazinho, trocar fraldas, ou simplesmente para ver se o filho está respirando. Qual homem faz isso? Se a criança chora, a mãe quer saber o por quê. Faz isso e faz aquilo, e a criança não para de chorar. Aí se abate sobre ela aquela dúvida atroz: o que será? Dor de barriga? Dor de ouvido? Ou coisa pior?

Diante de sua impotência momentânea, ela aperta o frágil corpo do filho contra si e sente o seu calor e o pulsar do coraçãozinho contra o seio. Escuta o barulho da chuva na vidraça e o ronco do marido que dorme tranquilo. Seus olhos se fecham de tanto sono. Naquele transe entre acordada e dormindo, ela vê, na penumbra do quarto, e vê porque quer ver, o vulto de Nossa Senhora.

  Ela não quer saber se é imaginação, sonho ou realidade, então suplica à Mãe do Menino Jesus quê, como Mãe, entenda o seu sofrimento, e que tire a dor ou qualquer outro desconforto que incomode o filho. A criança para de chorar. Agora ambos dormem serenamente. Na penumbra do quarto uma luz tênue, mística, paira no ar. A criança, quando crescer, nunca saberá que isto aconteceu.

  O filho tudo poderá ser; estudioso, honesto e trabalhador, o que lhe dará enorme felicidade. Ou, quem sabe, por um infortúnio do destino, desleixado, preguiçoso, ladrão ou drogado. Diante da incerteza, ninguém entenderá quando ela, sozinha, à beira de um fogão, derramar suas lágrimas. Não se descarta que ele venha jogar sua mãe num asilo de idosos, frio e desumano. Certamente ela sofrerá, mas não duvides, ainda assim o amará profundamente, porque este é o mais sublime amor.


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