Luiz Llantada

Olha as estrelas no Céu

13 Abril 2018 08:00:00

 Um dia me queixei aos meus superiores lá do Planeta de onde eu vim, de que eu andava muito triste com alguns acontecimentos aqui da Terra. Vocês até devem ter lido alguns desabafos que andei fazendo no "facebook" sobre isso, em "Devaneios de um E.T." Vocês sabem que me mandaram pra cá a fim de observá-los e enviar relatórios periódicos sobre o comportamento de vocês terráqueos. 

 O que talvez muitos de vocês não saibam é que a raça humana é objeto de uma grande experiência cósmica. Há bilhões de anos, quando começaram a surgir os primeiros seres vivos por aqui, não havia inteligência. Apenas um começo de vida. Quando a Terra esfriou surgiram: a água, a humidade, os musgos e as amebas Daí os seres vivos; os animais e os homens. Vocês tinham corpo semelhante ao que tem hoje, só mais peludo, mas não pensavam e não raciocinavam. Eram hominídeos. Agiam como os animais ainda hoje agem.

 Meus ancestrais, já naquela época, andavam pelo infinito do Cosmos, em busca de um planeta com características semelhantes ao nosso para no futuro, que sabe, pudessem vir morar aqui. Como o corpo humano é semelhante ao nosso, eles implantaram nos seus cérebros uma energia que vocês chamam de "inteligência", para ver no que ia dar. A inteligência é um instrumento muito perigoso, pois pode ser usada tanto para o bem como para o mal. É por isso que nos mandaram para cá, para ver como vocês estão reagindo.

 Nós observamos a evolução humana, em especial, as relações entre pessoas e povos. Constatamos algum progresso, mas notamos também desavenças, ambições, radicalismos e fanatismos políticos e religiosos. Vemos muitos conflitos familiares, criminalidades e guerras. O que mais nos preocupa, entretanto, é a maldade humana, por excessiva. O estudo e as observações que fazemos sobre "crimes de guerra" são estarrecedores. Vocês nem imaginam.

 Às vezes ficamos muito abalados. A gente se apegou demais a vocês. Constituímos famílias aqui para conhecê-los melhor. Torcemos muito pela humanidade, todavia, vemos a toda hora atrocidades inomináveis. Um dia desses desabafei. Disse que tinha muita saudade de Casa. Meus superiores disseram-me que eu aguentasse mais um pouco, porque ainda não tinham um substituto pra mim. E quê, quando eu não suportasse mais, que olhasse para as estrelas no Céu e me lembrasse de que eles estão lá, cuidando de mim. Assim, não te surpreendas se me vires olhando para o Céu e lágrimas me escorrerem pela face.


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