Avanço

Ministro acata pedidos da Carta de Turvo

12 Março 2018 14:00:00

Documento Elaborado pela Câmara Setorial do Arroz em conjunto com mais de dois mil rizicultores

O ministro da Agricultura Blairo Maggi acatou as reivindicações dos rizicultores elencadas na "Carta de Turvo" para sanar a crise de comercialização que o setor vive em audiência com o presidente da Câmara Setorial do Arroz/SC deputado estadual José Milton Scheffer (PP), deputados federais Ronaldo Benedet (MDB) e Jorge Boeira (PP).

O documento Elaborado pela Câmara Setorial do Arroz em conjunto com mais de dois mil rizicultores, no município de Turvo. Nele constam as principais reivindicações dos rizicultores, dentre elas: fiscalização do arroz que ingressa no Brasil vindo dos países do Mercosul, em especial do Paraguai; escoamento da produção via leilões do Prêmio para Escoamento de Produto - PEP e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural - PEPRO, redução da carga tributária "Custo Brasil" para que o produto brasileiro tenha competitividade ao grão oriundo dos países do Mercosul.

Sobre o PEP e PEPRO o Ministro garantiu novos leilões, assim como a realização ainda este mês da AGF, para escoar o produto. "O objetivo é que com os programas o preço do arroz aumente e o produtor obtenha lucro", comentou José Milton.

Para o parlamentar esta é uma medida emergencial e paliativa. "Esta é uma ação para agora, mas precisamos trabalhar medidas a longo prazo para evitarmos futuras crises no setor", argumentou e exemplificou a necessidade da revisão da alta carga tributária e do acordo do Mercosul que precisa ser revisto.

Para a questão da carga tributária as lideranças foram informadas que o Ministério estuda uma compensação de devolução de impostos para os agricultores, através do Reintegro, ou seja, parte dos impostos embutidos no custo de produção será devolvido pelo Governo Federal ao agricultor.

Ao final Maggi destacou que será criada uma força tarefa e intensificada a fiscalização fitossanitária do arroz para assegurar que o grão importado não contenha defensivos agrícolas proibidos no Brasil.

Agora os deputados junto com técnicos do Governo Federal irão estudar o Acordo do Mercosul e apresentar propostas de modificação de modo que a agricultura não seja prejudicada.

 Estavam também presentes os presidentes da Copagro, Dionísio Bressan, Coopersulca, Arlindo Manentti e da Cooperjuriti Orlando Giovanella, deputados do Rio Grande do Sul, Alceu Moreira (MDB), Afonso Hamm (PP), Luis Carlos Heinze (PP), além do Secretário adjunto de Agricultura de Santa Catarina, Airton Spies e representantes do arroz.


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